Por antoniodossantos
28 de setembro de 2026Nessa época do ano, duas cores aparecem por toda parte e tomam conta dos nossos feeds e timelines.
O rosa chega em outubro. O azul toma conta de novembro. Laços, campanhas, mensagens, conversas.
É fácil reconhecer as cores. Mais difícil é lembrar o que elas realmente querem dizer quando o calendário muda. Afinal, Outubro Rosa e Novembro Azul não deveriam terminar quando o mês termina.
Sim, o Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama. O Novembro Azul chama atenção para o câncer de próstata e para a saúde do homem. São campanhas diferentes, com doenças diferentes e recomendações que também precisam ser tratadas de maneira específica.
Mas existe algo que aproxima as duas: a importância de cuidar da saúde antes que uma dúvida, um sintoma ou um diagnóstico obrigue a gente a parar.
E o cuidado não começa necessariamente em um consultório. Pode começar na rotina, nos bons hábitos alimentares, na prática de atividade física regular e em outras decisões fundamentais para cultivarmos a qualidade de vida como, por exemplo:
Não fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e, principalmente, prestar atenção ao próprio corpo e procurar orientação quando perceber alguma coisa diferente.
No caso do câncer de mama, o INCA aponta que alimentação adequada, atividade física, manutenção do peso corporal adequado e evitar bebidas alcoólicas estão entre as medidas que podem contribuir para reduzir o risco da doença.
Isso não significa transformar a alimentação em uma promessa de proteção absoluta. Até porque, pratos milagrosos não existem. O que existe é uma rotina alimentar que pode favorecer a saúde.
Uma alimentação baseada em alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes, verduras, feijões e cereais integrais, e com menor presença de ultraprocessados faz parte das recomendações do INCA para a prevenção do câncer. E ela pode ser saborosa, prazerosa e conectada à cultura e aos alimentos de cada região.
É uma diferença importante. Quando falamos em prevenção, não estamos falando em controlar tudo.
O câncer não tem uma causa única. Há fatores genéticos, hormonais, ambientais e relacionados ao modo de vida que podem interagir de maneiras diferentes.
Por isso, a prevenção não é uma promessa. É uma forma de reduzir riscos e cuidar melhor da própria saúde. E existe outro lado desse cuidado: saber quando procurar ajuda.
Conhecer o próprio corpo pode ajudar a perceber alterações nas mamas que fogem do habitual.
Nódulos, alterações na pele, mudanças no mamilo ou saída espontânea de líquido são alguns sinais que precisam de avaliação profissional. Isso não significa que a alteração seja câncer. Significa apenas que merece atenção.
Na próstata, a conversa também precisa fugir dos velhos clichês. O câncer de próstata pode não apresentar sintomas em sua fase inicial. Quando aparecem, podem incluir dificuldade ou demora para começar a urinar, diminuição do jato urinário, necessidade de urinar muitas vezes ou presença de sangue na urina.
Mas a ausência de sintomas não significa que alguém deva sair fazendo exames de rastreamento por conta própria.
O Ministério da Saúde e a OMS não recomendam o rastreamento populacional de homens sem sinais ou sintomas; a decisão sobre exames deve considerar riscos, benefícios e a situação individual, em conversa com um profissional de saúde.
Talvez seja justamente esse o papel mais importante de campanhas como essas: abrir espaço para conversas que nem sempre acontecem espontaneamente.
Às vezes, a gente adia uma consulta, deixa uma alteração para depois ou simplesmente não sabe por onde começar. E é justamente aí que falar sobre saúde pode fazer diferença. Informação não resolve tudo. Mas pode ser o primeiro passo para uma escolha mais consciente.
Na alimentaSesi e na farmaSesi, acreditamos que cuidar também passa por aquilo que acontece todos os dias. Pela relação com a comida, pelo ambiente, pelas conversas e pela forma como acolhemos as pessoas.
Por isso, rosa e azul podem, sim, ter uma amizade colorida. Não porque sejam iguais.
Mas porque podem nos lembrar, cada uma à sua maneira, que a saúde merece atenção o ano inteiro.
A vida moderna é assim: tem uma hora em que a semana começa a correr mais do que nós. O trabalho aperta, a escola das crianças ocupa espaço na agenda, surgem compromissos, alguém chega mais tarde em casa. Quando percebemos, já é noite e ainda precisamos decidir o que vai ter para o jantar.É justamente […]
A vida moderna é assim: tem uma hora em que a semana começa a correr mais do que nós. O trabalho aperta, a escola das crianças ocupa espaço na agenda, surgem compromissos, alguém chega mais tarde em casa. Quando percebemos, já é noite e ainda precisamos decidir o que vai ter para o jantar.É justamente […]
A vida moderna é assim: tem uma hora em que a semana começa a correr mais do que nós. O trabalho aperta, a escola das crianças ocupa espaço na agenda, surgem compromissos, alguém chega mais tarde em casa. Quando percebemos, já é noite e ainda precisamos decidir o que vai ter para o jantar.É justamente […]