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Diabetes: tudo o que você precisa saber sobre a doença

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16 de novembro de 2022

Aproximadamente 15,7 milhões de brasileiros têm diabetes, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF). O Brasil é o sexto país no ranking da instituição, que registra a prevalência da doença em adultos entre 20 e 79 anos.

O diabetes é caracterizado pela incapacidade do corpo de regular os níveis de insulina, hormômio responsável pelo controle da quantidade de açúcar no sangue, causando um excesso desse nutriente que pode levar a diversas complicações, como problemas arteriais e cegueira. Ainda não sei conhece a causa exata da doença, mas sabe-se que o estilo de vida é um fator relevante para o seu surgimento e que a adoção de hábitos saudáveis é fundamental para evitá-la.

Para saber mais sobre a doença, como preveni-la ou, ainda, descobrir os cuidados necessários se você já tem diabetes e quer viver com mais qualidade, confira esse conteúdo que preparamos com o suporte da equipe de farmacêuticos da farmaSesi.

Boa leitura!

O que é o diabetes?

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que surge quando o corpo não produz a quantidade necessária de insulina ou não permite que ela exerça adequadamente o seu papel no organismo. Isso leva a um excesso de açúcar (glicose) no sangue, o que pode causar complicações no coração, vasos sanguíneos e sistema nervoso, por exemplo.

O que é a insulina e qual a sua relação com o diabetes?

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e serve como um mensageiro para as células, avisando que a glicose dos alimentos já está disponível para ser absorvida. Quando esse sistema funciona normalmente, as células transformam a glicose em energia que será utilizada por nosso corpo nas mais diversas atividades.

Porém, quando não produzimos insulina o suficiente ou as outras células não respondem mais ao “comando” desse hormônio, pode haver o que chamamos de hiperglicemia: o excesso de açúcar no sangue. Quando a hiperglicemia permanece por muito tempo, pode danificar diversos órgãos e causar graves complicações à saúde, como explicaremos adiante.

Fatores de risco do diabetes

A ciência ainda não desvendou todas as causas da doença, mas sabe-se que a herança genética tem influência no surgimento de todos os tipos da doença e o estilo de vida contribui para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Conheça alguns fatores de risco da doença:

  • Diagnóstico de pré-diabetes;
  • Pressão alta;
  • Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
  • Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
  • Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;
  • Doenças renais crônicas;
  • Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;
  • Diabetes gestacional;
  • Síndrome de ovários policísticos;
  • Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;
  • Apneia do sono;
  • Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

Quais complicações o diabetes pode causar?

Pessoas com diabetes podem apresentar complicações em diferentes órgãos e sistemas do corpo. Por isso, quem tem a doença deve manter um estilo de vida saudável e seguir as recomendações médicas para manter os níveis de glicemia sob controle.

Confira abaixo algumas complicações relacionadas ao diabetes.

Neuropatia diabética

A hiperglicemia causa lesões aos nervos periféricos prejudicando o recebimento dos sinais enviados pelo sistema nervoso central. Dependendo do nervo lesionado, funções motoras ou sensoriais podem ser afetadas. Em casos mais graves, pode ser recomendada a amputação de membros.

Problemas arteriais, pé diabético e amputações

O diabetes pode causar a doença arterial periférica, que se caracteriza pela redução do fluxo sanguíneo para os pés. Úlceras e infecções causadas por essa condição também podem levar à amputação.

Doença renal

Por conta do excesso de açúcar, os rins filtram muito sangue, ficando sobrecarregados. Quando persiste por muito tempo, essa condição pode causar falha renal, levando à necessidade de um transplante.

Doenças oculares

Pessoas com diabetes têm 40% mais chances de desenvolver glaucoma e 60% mais chances de desenvolver catarata. Além disso, também têm maior probabilidade de apresentar problemas na retina (retinopatia proliferativas e não-proliferativas).

Pele mais sensível

A hiperglicemia favorece a desidratação. Por isso é comum que pessoas com diabetes apresentem pele seca, coceira e infecções por fungos e bactérias.

Quais são os tipos de diabetes?

Existem dois tipos crônicos de diabetes que são classificados de acordo com a forma como a doença se manifesta. Além disso, existe uma forma temporária da doença, que ocorre durante a gravidez. Saiba mais sobre cada tipo abaixo.

Diabetes Tipo 1

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico destrói as células que produzem a insulina. Pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum na infância ou adolescência.

Essa variedade representa entre 5% e 10% de todos os casos da doença e o tratamento é feito com a aplicação diária de insulina e outros medicamentos para controle da glicemia, além da realização de atividades físicas e uma dieta balanceada.

Diabetes Tipo 2

É o tipo mais comum, representando cerca de 90% das pessoas com a doença. Ela acontece quando o organismo não consegue produzir ou utilizar a insulina de forma eficiente para controlar os níveis de glicemia. É mais frequente em adultos e o tratamento é realizado de acordo com o grau de necessidade de cada pessoa.

O diabetes tipo 2  está relacionado a outros quadros como sobrepeso, obesidade e hipertensão. Sendo assim, pode ser evitado com a adoção de um estilo de vida mais saudável.

Diabetes Gestacional

Pode ocorrer durante a gravidez, quando a placenta produz hormônios e enzimas que degradam a insulina. Normalmente, o pâncreas passa a produzir mais insulina para compensar mas, quando isso não acontece, há um aumento de glicose no sangue. Normalmente, o quadro exige apenas o controle da dieta e volta ao normal após o parto.

Como é feito o diagnóstico do diabetes?

O diabetes pode ser diagnosticado em exames de rotina, como o de glicemia em jejum, glicemia capilar, tolerância à glicose e hemoglobina glicada. Esses testes também podem ser solicitados se o paciente tem histórico familiar da doença ou apresenta algum dos sintomas.

Os sintomas mais comuns de diabetes são a sede excessiva, a fome frequente e a vontade frequente de urinar, que estão presentes em todas as formas da doença. Além desses, o tipo 1 e o tipo 2 podem apresentar outros sinais particulares. Veja a seguir.

Sintomas de diabetes tipo 1

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Mudanças de humor;
  • Náusea e vômito.

Sintomas de diabetes tipo 2

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Vontade de urinar diversas vezes;
  • Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Como controlar o diabetes

Ao longo do texto, reforçamos o quanto o desenvolvimento do diabetes está relacionado ao estilo de vida e que a adoção de hábitos mais saudáveis pode evitar o seu surgimento  assim como controlar os índices glicêmicos de quem já tem a doença.

Veja abaixo algumas dicas que dão mais qualidade de vida a pessoas com diabetes:

  • Consulte um nutricionista para ter uma dieta adequada. Esse profissional pode ajudá-lo a traçar um plano alimentar que combine com a sua rotina. De forma geral, é necessário reduzir o consumo de gorduras saturadas, carboidratos, doces, massas e pão branco.
  • Reduza o seu peso.
  • Pratique exercícios aeróbicos e/ou assistidos.
  • Siga o tratamento recomendado pelo seu médico corretamente, sem pausas.
  • Aprenda a reconhecer episódios de hipoglicemia e converse com o seu médico para
  • saber como agir nessas situações.
  • Faça testes de glicemia capilar periodicamente na farmácia ou em casa. Eles devem ser feitos em jejum, pela manhã, ou antes das refeições.

4 passos para a redução do açúcar

Consumir açúcar em excesso traz riscos à saúde de todos, mas é ainda mais prejudicial a quem tem diabetes, pois aumenta os níveis glicêmicos. O uso moderado desse ingrediente é um dos pilares do Movimento Saúde, Bem-estar e Acolhimento da farmaSesi, que estimula a adoção de um estilo de vida mais saudável a fim de prevenir uma série de doenças.

Orientamos nossos clientes a refletirem sobre a sua alimentação e reduzirem o consumo de açúcar com esses cinco passos:

  1. Perceba sua alimentação
  2. Defina o que pode ser cortado
  3. Evite alimentos adoçados artificialmente
  4. Faça substituições
  5. Repita o processo

Se quer incluir ainda mais saúde em suas refeições, confira nossas outras dicas para uma alimentação saudável e para montar o prato ideal.

Faça o monitoramento da sua glicemia com a farmaSesi

A verificação de glicemia é um dos serviços de atendimento farmacêutico que a farmaSesi oferece para toda a comunidade. Neste exame, é coletada apenas uma gota de sangue de um dos dedos da mão e o resultado é imediato. A depender do índice de glicemia detectado, nossa equipe está pronta para orientar você a buscar avaliação médica e dar dicas de como evitar ou retardar os efeitos da doença.

Os valores recomendados pela Associação Americana de Diabetes são:

  • Glicemia em jejum: abaixo de 100 mg/dL
  • Glicemia pós-prandial: (2h após o início de uma refeição) abaixo de 140 mg/dL
  • Glicemia casual: (qualquer hora do dia) abaixo de 200 mg/dL

A verificação glicêmica é um serviço gratuito, o cliente paga apenas a fita utilizada para coletar o sangue. Encontre a farmaSesi mais próxima a você e faça o teste.

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